Segundo a denúncia, o docente mostrou sinais de excitação a estudantes de 12 anos dentro da sala de aula
Ainda de acordo com o documento, ele teria feito movimentos que indicavam masturbação durante uma atividade escolar. Segundo as vítimas, as situações de constrangimento aconteciam desde o início do ano letivo.
As investigações tiveram início no dia 1º de outubro, após as mães registrarem um boletim de ocorrência na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) denunciando o comportamento do professor. O grupo de responsáveis alega que, mesmo ciente das denúncias, a escola manteve o docente em atividade.
As alunas denunciaram o caso através de cartas, em que relataram os episódios recorrentes de assédio sexual.
“A minha filha não estuda mais lá desde o ocorrido, pois a escola manteve o professor trabalhando normalmente. Inicialmente não iríamos retirá-la, mas diante da postura da instituição, ficou inviável. Ela está fazendo acompanhamento psicológico e passou a usar medicação para ansiedade”, disse.
Outra mãe disse que a menina está confusa e emocionalmente abalada. “Ela está extremamente confusa. Às vezes não quer mais falar sobre, às vezes quer. Está totalmente abalada com tudo isso. E toda vez que ela lembra do ocorrido ela só diz que não queria ter visto e presenciado toda aquela situação”, diz.
Colégio garante que não se omitiu
Em nota divulgada nesta quinta-feira (17), o colégio afirmou que não se omitiu diante das denúncias e que afastou o professor no dia 2 de outubro, um dia após o registro da ocorrência. “Desde então, temos colaborado com as autoridades na investigação, sempre em busca da verdade. Aqui, não transigimos com erros e defendemos a verdade, apenas a verdade”, diz um trecho do comunicado.
A escola informou ainda que a psicóloga da unidade conversou com representantes e vice-representantes de todas as turmas nas quais o professor lecionava, em ambos os turnos, exceto nas turmas de 5º e 6º anos, consideradas muito jovens para o assunto.
“Foram ouvidas diversas alunas, sem que nenhuma denúncia ou suspeita fosse apresentada. Como nossas aulas são gravadas, estamos colaborando com as autoridades desde o início, inclusive enviando o vídeo da aula em questão, na expectativa de que as apurações tragam respostas que representem a verdade”, informou o colégio.

