Auditoria administrativa atinge cargos comissionados em todo o estado, enquanto revisão da estrutura pública segue em andamento
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que ultrapassou a marca de 4 mil exonerações de servidores ocupantes de cargos comissionados desde março de 2026, período em que o desembargador Ricardo Couto passou a exercer interinamente a chefia do Executivo estadual.
De acordo com a administração estadual, as demissões fazem parte de um amplo processo de revisão administrativa, que inclui auditorias em secretarias, autarquias, fundações, empresas públicas e demais órgãos da administração indireta. A iniciativa tem como objetivo reavaliar a estrutura de pessoal, identificar possíveis excessos e promover o equilíbrio das contas públicas.
A expectativa do governo é que as medidas adotadas resultem em uma economia superior a R$ 230 milhões até o encerramento de 2026, reduzindo despesas com cargos de livre nomeação e contribuindo para o ajuste fiscal do Estado.
O Executivo informou que os trabalhos de auditoria ainda não foram concluídos e que novas exonerações poderão ser efetivadas à medida que as análises avancem. A revisão administrativa permanece em andamento em diferentes áreas da máquina pública.
Paralelamente, continua suspenso no Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento que definirá os próximos passos da sucessão no governo estadual. A Corte deverá decidir se haverá ou não a realização de uma eleição indireta para a escolha de um governador interino que permanecerá no cargo até o fim do mandato.


