Lula conversou por telefone com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez

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Lula voltou a demonstrar a dificuldade do governo brasileiro em lidar com uma crise internacional de grandes proporções ao recorrer a um telefonema com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

A ligação teve como objetivo obter esclarecimentos sobre a ação militar dos Estados Unidos que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro — um episódio que já vinha sendo amplamente noticiado pela imprensa internacional e comentado publicamente pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo o Palácio do Planalto, Lula buscava “checar informações” sobre o ataque. A iniciativa, no entanto, evidencia a posição reativa do Brasil no cenário geopolítico: em vez de liderar articulações diplomáticas ou apresentar uma avaliação própria e consistente, o governo optou por se informar diretamente junto a um governo alinhado ideologicamente e diretamente envolvido em narcoterrorismo.

A conversa, descrita como breve, ocorreu poucas horas antes de uma reunião de emergência no Itamaraty, reforçando a percepção de improviso e falta de preparo diante de um evento com potencial impacto regional. Até mesmo após o encontro, o governo brasileiro admitiu não ter um quadro claro da situação. O ministro da Defesa, José Múcio, reconheceu a existência de “informações desencontradas” sobre o cenário na fronteira entre Brasil e Venezuela, embora tenha afirmado que, por ora, a situação é considerada tranquila.

A postura do Planalto levanta questionamentos sobre a real capacidade do governo Lula de responder a crises externas sem depender de versões de aliados políticos ou de comunicados fragmentados. Em um momento de elevada tensão internacional, a ausência de uma posição firme, baseada em inteligência própria e diplomacia ativa, expõe a fragilidade da política externa brasileira e a dificuldade do governo em se posicionar de forma estratégica e autônoma.

Enquanto outros países da região buscam protagonismo ou, ao menos, clareza institucional, o Brasil parece novamente atuar de forma defensiva, limitado a reações tardias e declarações genéricas de preocupação, sem apresentar liderança ou soluções concretas para um conflito que pode afetar diretamente sua segurança e estabilidade regional.